Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil em 2026: O que mudou e como isso impacta você 

Entenda as mudanças, quem se beneficia e como isso impacta o seu bolso

A espera acabou. Desde o dia 1º de janeiro de 2026, a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000,00 mensais já é uma realidade. A medida foi sancionada e representa uma das atualizações mais importantes na tabela do IR dos últimos anos, com impacto direto no bolso de milhões de brasileiros. 

Com essa mudança, grande parte dos trabalhadores, aposentados e contribuintes com renda tributável mensal até R$ 5.000,00 deixa de pagar Imposto de Renda sobre essa parcela dos rendimentos, recebendo mais recursos disponíveis no fim do mês. 

Neste artigo, você entende como fica o seu contracheque a partir de agora, como funciona a progressividade para quem ganha mais e o que fazer com a economia gerada.

10 min de leitura

O que muda com a nova regra de isenção

Antes da mudança, a faixa de isenção mensal do IR estava defasada, girando em torno de dois salários-mínimos. Com a nova lei sancionada pelo Governo Federal, os contribuintes com renda tributável de até R$ 5.000,00 por mês não pagarão Imposto de Renda sobre essa parcela. 

Além disso, a lei prevê descontos graduais no imposto para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 por mês. Nessa faixa, o imposto devido é reduzido progressivamente conforme a renda aumenta. O governo estima que cerca de 15 milhões de brasileiros deixarão de pagar o tributo com essa medida. 

Para quem ganha acima desse teto, a tabela continua sendo progressiva. Ou seja, você pagará imposto apenas sobre o valor que ultrapassar os R$ 5 mil, e não sobre o total. 

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Exemplos práticos: Quanto você vai pagar?

Para entender melhor, veja como fica a conta com a nova lógica. O cálculo beneficia não apenas quem é isento, mas também quem tem salários maiores, pois a base de cálculo diminuiu. 

  • Quem ganha R$ 4.800 por mês: Isenção total. R$ 0,00 de imposto. 
  • Quem ganha R$ 6.000 por mês: O imposto incide apenas sobre os R$ 1.000 excedentes, aplicando-se a alíquota correspondente a essa faixa, e não sobre o total. Terá a tributação aplicada de forma reduzida, com desconto progressivo. 
  • Quem ganha acima de R$ 7.350: Passa a pagar imposto normalmente, sem descontos adicionais sobre o rendimento principal, conforme a tabela progressiva vigente. 

Quando vou sentir a diferença?

A regra entrou em vigor oficialmente em 1º de janeiro de 2026. Portanto, os efeitos financeiros já serão sentidos no primeiro pagamento de salário deste ano (recebido no final de janeiro ou início de fevereiro). 

Essa mudança começa a impactar os descontos em folha de pagamento já no início do ano, reduzindo ou eliminando a retenção de IR na fonte conforme a nova faixa de renda. 

Na Declaração de Imposto de Renda em 2027 (referente ao ano-base 2026), os contribuintes também utilizarão essa regra para definir rendimentos tributáveis e alíquotas. 

Critérios e condições para a isenção

Apesar da boa notícia, existem regras que precisam ser observadas: 

  • A isenção totalvale para quem tem renda tributável mensal de até R$ 5.000,00.
  • Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00terá redução progressiva no imposto devido.
  • Acima de R$ 7.350,00a tributação é aplicada normalmente, conforme a tabela progressiva vigente.
  • A regra já está definida em leie não depende de novas portarias para entrar em vigor.

Todavia, mesmo estando dentro dessa faixa salarial, o contribuinte pode ser obrigado a declarar o IR futuramente se: 

  • Possuir outras fontes de renda (aluguéis, dividendos, etc.) 
  • Tiver um patrimônio elevado (bens acima do teto estipulado pela Receita) 
  • Realizar operações na Bolsa de Valores sujeitas à tributação 

 

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Como se preparar e aproveitar a economia

Com o dinheiro extra que deixará de ir para o Leão, surge uma oportunidade de ouro para organizar suas finanças. Algumas orientações importantes: 

Atualize seus dados: Revise junto ao RH da sua empresa para garantir que o novo cálculo está sendo aplicado corretamente. 

Organize seus documentos: Mantenha comprovantes de renda e acompanhe a retenção de IR na folha de pagamento para verificar os efeitos da nova regra. 

Use simuladores atualizados: Acesse o simulador da Receita Federal para estimar quanto deixará de pagar de imposto e planeje o uso desse valor. 

Planeje o uso do valor economizado: Considere reforçar sua poupança, fazer investimentos ou quitar dívidas com o recurso liberado. 

Prepare-se para a declaração de 2027: Atualize seus dados no portal Gov.br ou nos programas da Receita Federal quando for declarar o IR. 

Impacto social e econômico

Especialistas destacam que a ampliação da faixa de isenção contribui para reduzir a pressão tributária sobre a classe média e trabalhadores de baixa renda, liberando mais renda disponível. 

Essa medida corrige uma distorção histórica: visto que a tabela não era reajustada integralmente há anos, a inflação acabava penalizando quem ganhava menos. A lei já está tendo efeitos imediatos na economia, injetando recursos no consumo e no poder de compra das famílias. 

A legislação também incorpora mecanismos para compensar a perda de arrecadação, como ajustes na tributação de rendas muito altas e dividendos, visando equilíbrio fiscal. 

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Veja as dúvidas frequentes sobre este tema

Sim. A lei foi sancionada em novembro de 2025 e as novas regras começaram a valer em 1º de janeiro de 2026. Se o seu salário de janeiro for pago agora, ele já deve vir com o novo cálculo do IR.

Não. A lei prevê uma faixa com desconto progressivo de imposto para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês. O modelo é progressivo: você pagará imposto apenas sobre o valor que excede a faixa de isenção, o que reduz consideravelmente o valor descontado. 

Depende. A obrigatoriedade de declarar ainda existe se você tiver outras fontes de renda tributáveis, patrimônio elevado ou necessidades específicas de declaração, mesmo estando isento da tributação mensal.